segunda-feira, 7 de setembro de 2009

a busca da paz

tento puxar o veneno pra fora
arrancar das minhas entranhas
o sangue espremido nos dentes
o rosto rasgado de mágoa
a dor embaixo da minha pele

viro o olhar pro outro lado
pavor de estar certa
de descobrir que a carne está viva

espero as lágrimas lavarem a ferida
distorcida e escura
desfeita, imperfeita
madura, insegura

em busca da paz salinizada

3 comentários:

Bruno Quintella disse...

Cospe a dor e lambe a vida

Moura disse...

É. E o que faz a vida completa é lamber os doces e os azedos...

Raquel Castro de Medeiros disse...

Senti tudo...
Mas a paz chega.
Adorei.
Beijo,
Raquel